Resposta curta: plagiocefalia é quando a cabeça do bebê fica achatada de um lado, de forma assimétrica. Braquicefalia é quando a parte de trás fica achatada por igual, deixando a cabeça mais larga e curta. As duas são formas de assimetria craniana, podem aparecer juntas e são medidas na avaliação para definir o melhor caminho.
Plagiocefalia
Olhando a cabeça de cima, ela lembra um paralelogramo. Um lado da parte de trás fica mais reto, a orelha desse lado pode ficar mais para a frente e a testa do mesmo lado pode ficar mais saliente.
Costuma estar ligada à preferência por virar a cabeça para um lado, muitas vezes por causa de torcicolo.
Braquicefalia
A parte de trás da cabeça fica achatada no meio, de forma mais simétrica. A cabeça parece larga quando vista de frente e curta quando vista de lado. Às vezes a parte de cima também fica mais alta.
É comum em bebês que passam muito tempo de barriga para cima com a cabeça apoiada no centro.
Como a avaliação mede cada uma
- Diferença entre as diagonais da cabeça: mostra o quanto um lado está mais achatado que o outro, o que indica a plagiocefalia.
- Relação entre a largura e o comprimento: mostra se a cabeça está larga e curta demais, o que indica a braquicefalia.
- Exame do pescoço: verifica se há torcicolo ou preferência de posição.
Com esses números é possível classificar o caso como leve, moderado ou grave e acompanhar a evolução de forma objetiva.
Caminhos de tratamento
- Casos leves: reposicionamento, mais tempo de bruços com o bebê acordado e fisioterapia quando há torcicolo ou atraso no controle da cabeça.
- Casos moderados ou graves, ou quando não há melhora: a órtese craniana pode ser indicada, usando o crescimento da cabeça a favor da correção.
- Formato que não parece posicional: encaminhamento ao médico para descartar craniossinostose.
A diretriz do Congress of Neurological Surgeons, de 2016, considera o reposicionamento e a fisioterapia como base do tratamento e indica a órtese nos casos mais acentuados. Veja também: Até que idade dá para usar a órtese craniana.
Perguntas frequentes
Plagiocefalia e braquicefalia podem aparecer juntas?
Sim. É comum o bebê ter a parte de trás achatada e, ao mesmo tempo, um lado mais reto que o outro.
Como saber qual é o caso do meu bebê?
Pela avaliação com medição da cabeça. Os índices de assimetria e de proporção mostram o tipo e o grau.
Todo caso precisa de órtese?
Não. Casos leves costumam ser tratados com reposicionamento e fisioterapia. A órtese é considerada nos casos moderados ou graves, ou quando não há melhora.
A plagiocefalia posicional é a mesma coisa que craniossinostose?
Não. Na craniossinostose, uma ou mais suturas do crânio se fecham antes da hora, e o acompanhamento é médico. Por isso a avaliação também serve para diferenciar as duas situações.
Sobre a autora
Dra. Carla Tissiane, fisioterapeuta (CREFITO 8 149838-F), mestre pela UFPR, com 16 anos de experiência e mais de 5.000 atendimentos. Atende bebês em São José dos Pinhais, na região de Curitiba. Revisado em outubro de 2026.
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Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta individual.
Referências
- Congress of Neurological Surgeons. Guidelines for the Management of Patients With Positional Plagiocephaly: The Role of Repositioning, 2016
- Congress of Neurological Surgeons. Guidelines for the Management of Patients With Positional Plagiocephaly: The Role of Physical Therapy, 2016
- Laughlin J et al. Prevention and Management of Positional Skull Deformities in Infants. American Academy of Pediatrics, Pediatrics, 2011
